Sim.
Se todos os elementos serão organizados e a ordem importa, estamos diante de uma permutação.
Permutação, arranjo e combinação não são três fórmulas para decorar. São estruturas de contagem diferentes. A pergunta central é: trocar a posição dos elementos cria um novo resultado?
Primeiro descubra se usamos todos os elementos ou apenas parte deles. Depois verifique se trocar a ordem produz um resultado diferente.
Se todos os elementos serão organizados e a ordem importa, estamos diante de uma permutação.
Escolhemos alguns elementos de um conjunto maior e posições diferentes produzem resultados diferentes: arranjo.
Escolhemos um grupo; trocar a ordem interna não cria um novo grupo: combinação.
Ao ordenar n elementos distintos sem repetição, há n opções para a primeira posição, n−1 para a segunda e assim por diante.
exemplo → \(5!=5\cdot4\cdot3\cdot2\cdot1=120\);
convenção útil → \(0!=1\);
leitura → o fatorial nasce do PFC, não de uma nova lógica.
Observe a diferença entre ocupar posições e formar apenas um grupo.
A sequência Ana–Bia–Caio é diferente de Bia–Ana–Caio. Com 8 pessoas disputando 3 posições:
{Ana, Bia, Caio} é o mesmo grupo independentemente da ordem em que os nomes foram escritos:
Por que dividimos por \(3!\) na combinação? Porque cada grupo foi contado uma vez para cada ordenação interna de seus três integrantes.
Na palavra ARARA, as 5 letras poderiam gerar \(5!\) ordenações se fossem todas distintas. Mas os três A são indistinguíveis e os dois R também.
DIVIDIMOS PELAS TROCAS QUE NÃO CRIAM UM NOVO RESULTADO.
Os números \(n_1,n_2,\ldots,n_k\) registram quantas vezes cada tipo de elemento se repete.
Quando a repetição é permitida e a ordem não importa, muitas escolhas podem ser lidas como uma distribuição de um total entre categorias. Essa é a ponte para combinação com repetição e para o método de pauzinhos e bolinhas.
Cada \(x_i\) registra quantas unidades foram destinadas a uma categoria.
Há \(n\) bolinhas e \(k-1\) pauzinhos separando os \(k\) grupos.
Essa é a fórmula da combinação com repetição.
Uma equipe tem 10 estudantes. De quantas maneiras podemos escolher 4 deles para representar a turma?
Não há cargos nem posições diferentes.
Escolhemos 4 dentre 10.
Portanto, a estrutura é de combinação.
Existem 210 equipes possíveis.
Isso confirma que não deveríamos usar arranjo.
Palavras como “escolher”, “organizar” e “formar” não determinam a técnica. O que decide é a estrutura das escolhas.
Presidente, vice e secretário ocupam posições diferentes. Trocar as pessoas de cargo cria outro resultado.
Se a ordem interna não importa, o arranjo conta o mesmo grupo várias vezes.
Trocar entre si cópias indistinguíveis não produz uma nova ordenação.
Em muitas questões, organizar as etapas e contar escolhas válidas é mais claro do que forçar uma fórmula combinatória.
Use o Banco para treinar problemas de ordenação e escolha. Em cada questão, justifique primeiro se a ordem altera ou não o resultado.
Se ainda houver dúvida, volte ao PFC e reconstrua as escolhas posição por posição.
Em análise combinatória, a decisão mais importante acontece antes da fórmula. O raciocínio deve avançar em três etapas: primeiro identificar o que está sendo formado, depois decidir se a ordem muda o resultado e, só então, escolher a ferramenta de contagem.
Conferência: teste um caso pequeno e liste mentalmente algumas possibilidades. Se trocar a ordem cria uma nova possibilidade, a ordem importa; se o grupo continua sendo o mesmo, a ordem não importa.
Não comece pela fórmula. Comece pela pergunta: estou organizando todos os elementos, escolhendo alguns com ordem ou escolhendo alguns sem ordem? Essa decisão praticamente determina o método.